Direitos de Propriedade Digital como Direito Real 

Apresentação

Em um mundo onde grandes corporações tecnológicas monetizam massivamente os dados dos usuários, questionamos: os dados que produzimos são nossa propriedade, configurando um direito real líquido e certo? 

O estudo articula a análise das normas de proteção de dados vigentes com a observação prática sobre como indivíduos compreendem e exercem seus direitos no ambiente digital, buscando identificar convergências, lacunas e desafios na consolidação da propriedade digital como um direito efetivo no contexto contemporâneo.
O avanço da tecnologia digital alterou profundamente como produzimos, consumimos e compartilhamos informações. Ainda assim, a sociedade em geral não compreende plenamente que os dados pessoais funcionam como o “novo petróleo” (Humby, 2006; Zuboff, 2019), permitindo que grandes corporações os monetizem sem remuneração aos usuários.

Essa visão limitada da tecnologia agrava o desconhecimento sobre propriedade digital e suas cessões. No Brasil, o ordenamento jurídico é claro: o uso econômico de bem alheio sem acordo gera dever de compensação ou indenização, baseado no direito de propriedade e responsabilidade civil (Código Civil, 2002).

Para ilustrar de forma simples, imagine o sítio do Nhô Lau, das histórias do Chico Bento. Colher uma goiaba por necessidade imediata pode passar batido, mas se alguém começa a colher e vender goiabas continuamente para lucro, isso configura exploração indevida do bem alheio.
Agora, substitua as goiabas por dados de navegação e comportamento: empresas como Google e Meta geram lucros bilionários com previsões, anúncios e IA, sem remunerar os usuários que fornecem essas informações (Zuboff, 2019; The Social Dilemma, 2020).

Objetivo Geral

Analisar os fundamentos jurídicos dos direitos de propriedade digital como direito real líquido e certo, investigando a natureza jurídica dos dados pessoais e conteúdos digitais no ordenamento jurídico brasileiro.

Objetivos Específicos

  • Investigar a natureza jurídica dos dados pessoais como propriedade digital;
  • Examinar a legislação brasileira (LGPD) e europeia (GDPR) sobre direitos de propriedade de dados;
  • Identificar precedentes jurisprudenciais relevantes sobre direitos digitais no Brasil e na Europa;
  • Discutir a necessidade de implementação de royalties para criadores de conteúdo digital;
  • Promover o debate sobre direitos fundamentais no ambiente digital;
  • Capacitar a comunidade acadêmica sobre seus direitos digitais;
  • Propor reflexões sobre a regulamentação da propriedade digital no Brasil.

Alunos Participantes

Caracterização da Área

  • Dados Sociais e Culturais: Pernambuco (9,6 milhões de habitantes) tem conectividade em alta e abriga o Porto Digital (350+ empresas tech).
  • Dados Econômicos: Setor tech = 3,5% do PIB estadual (R$ 2,1 bi/ano), crescimento de 15%/ano.
  • Dados Geográficos: Região Metropolitana do Recife, foco em Porto Digital e universidades (UFPE, UNICAP, UNINASSAU).
  • Aspectos Ambientais: Debate liga propriedade digital à sustentabilidade (consumo energético de dados).

Local de Execução e Público-Alvo

Locais

  • Universidades de Pernambuco (UFPE, UNICAP, UPE, UNINASSAU);
  • Comunidades digitais da Região Metropolitana do Recife;
  • Plataformas digitais (webinários e lives).

Público-Alvo

NívelDescrição
PrimárioEstudantes de Direito, Ciência da Computação e áreas afins
SecundárioProfissionais de tecnologia
TerciárioCidadãos usuários de plataformas digitais
EspecíficoAdvogados em Direito Digital, desenvolvedores e empreendedores de tecnologia

Materiais e Métodos de Abordagem

Recursos Necessários

  • Início das pesquisas em legislações nacionais relacionadas à propriedade digital.
  • Expansão da investigação para a legislação europeia, com foco em normas que pudessem servir como referência e analogia a um problema de alcance global.
  • Levantamento de julgados e notícias de grande repercussão que tratam, direta ou indiretamente, da temática da propriedade e do controle de dados no ambiente digital.
  • Elaboração de um questionário com dez perguntas, desenvolvido a partir dos dados e referências levantados, destinado a alunos e pessoas interessadas no tema.
  • Criação de um documento público, explicando o projeto de forma acessível e lúdica para a comunidade.
  • Aplicação do questionário por meio de formulário público e análise dos dados obtidos na amostra, com encerramento das respostas em 27 de novembro de 2025.
  • Elaboração das conclusões a partir dos resultados analisados.
  • Disponibilização de uma Inteligencia Artificial focada em instruir as pessoas sobre nosso trabalho e tirar duvidas que ficara acessível até o dia 05 de Dezembro

Participação do Público

Questionários interativos, debates ao vivo, contribuições colaborativas para cartilha e envio de casos práticos via enquetes, fóruns e Q&A.

Cronograma (Ago-Dez/2025)

AtividadeAgoSetOutNovDez
1. Pesquisa jurisprudencial e doutrináriaXX
2. Análise comparativa LGPD vs. GDPRXX
3. Palestra: “Seus dados são seus?”X
4. Workshop prático sobre LGPDX
5. Mesa-redonda sobre royalties digitaisX
7. Produção de cartilha educativaX
8. Gravação e edição do podcastXX
9. Campanha #MeusDadosMeusDireitosXX
10. Audiência pública virtualX
11. Redação do artigo científicoXX
12. Avaliação e relatório finalX

Resultados Esperados

Impacto na Formação dos Alunos

  • Aprofundamento em Direito Digital;
  • Habilidades de pesquisa e comunicação;
  • Experiência em extensão e networking;
  • Pensamento crítico sobre temas contemporâneos.

Impacto na Sociedade

  • Conscientização: 500+ pessoas;
  • Capacitação: 100+ na LGPD;
  • Produção acadêmica e fortalecimento da cidadania digital;
  • Debate econômico sobre distribuição justa.

Impacto na Instituição

  • Fortalecimento social e interdisciplinar;
  • Visibilidade e material didático inovador.

Indicadores de Sucesso

  • Participantes em eventos: ;
  • Downloads cartilha: ;
  • Visualizações podcast: ;
  • Engajamento redes:  interações;
  • Adesões petição: ;
  • Citações acadêmicas e cobertura midiática.

Estudo de Caso: Formulário de Pesquisa

Na fase de mobilização social, aplicamos um formulário de pesquisa online para coletar opiniões sobre propriedade digital. Participe!

FORMULÁRIO AQUI]

Referências Bibliográficas

  • BRASIL. Lei nº 13.709/2018 (LGPD).
  • STF: ADIs 6387-6393.
  • STJ: REsp 2.135.783.
  • DONEDA, Danilo. Proteção de Dados Pessoais… (2019).
  • FERREIRA, Marco Aurélio Ventura. Direito Digital… (2023).
  • MULHOLLAND, Caitlin Sampaio. Dados Pessoais… (2022).
  • UE: GDPR (2016/679); Diretiva 2019/790.
  • ZUBOFF, Shoshana. A Era do Capitalismo de Vigilância (2021).

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