No dia 26 de outubro de 2025, a comunidade Dinamérica, em Campina Grande, recebeu a exposição Favela no Metaverso — uma celebração da cultura periférica e da arte digital. O evento conectou artistas, moradores e pesquisadores num ambiente de troca e aprendizado.
Por meio da tecnologia, a exposição preservou histórias locais e mostrou que o digital também é território de resistência e identidade.
A proposta surgiu do coletivo Pintando o Bem, que vem atuando há anos na valorização da memória artística das favelas. Com apoio da Prefeitura Municipal de Campina Grande, a ação integrou a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e reforçou a importância do investimento público em cultura.
Experiência Imersiva e Programação
A programação foi pensada para garantir uma experiência interativa e acolhedora.
Logo na chegada, o público participou de uma roda de acolhimento, seguida por um café da manhã coletivo, fortalecendo o espírito comunitário.
Em seguida, o curador Chorão apresentou a palestra “Da Brasilit à Laje de Madeira”, abordando a transição entre o improviso e a criação, símbolos da arquitetura e da resistência das favelas.
O Festival de Pipas coloriu o céu, representando liberdade e criatividade, enquanto o cinema comunitário exibiu produções sobre o cotidiano das periferias.
Para encerrar, a roda de fala deu voz aos moradores e jovens artistas, ampliando o diálogo sobre desafios e conquistas da vida na favela.



Arte, Tecnologia e Pertencimento
Na abertura da exposição, Chorão apresentou a palestra “Da Brasilit à Laje de Madeira”. Ele abordou a simbologia da arquitetura das favelas e como cada elemento carrega histórias de luta e criação.
A brasilit representava o improviso e a resistência; já a laje de madeira, a criatividade e a reinvenção.
Para o curador, a arte é uma tecnologia de vida, capaz de transformar experiências e reescrever histórias antes silenciadas.
Sua fala destacou a importância de preservar a memória cultural das comunidades periféricas, fortalecendo o senso de pertencimento e reconstruindo identidades através da expressão artística.
A Favela no Metaverso reafirmou que as comunidades periféricas são centros de inovação cultural, onde o passado e o futuro se encontram.
Além disso, as bibliotecas comunitárias parceiras reforçaram o papel dos espaços públicos como pontos de memória, leitura e cidadania digital.
O projeto Biliu de Campina também participou, conectando tradição e modernidade e ampliando o alcance das expressões regionais.
Mesmo após o evento, o público pôde revisitar a galeria virtual no link e acompanhar novas ações do Pintando o Bem e da PNAB Campina Grande.
Assim, a Favela no Metaverso permanece viva, expandindo sua missão: transformar memória em dimensão.



Legado Digital da Favela no Metaverso
Mesmo após o evento, o público pôde revisitar as obras e experiências no site oficial:
👉 SobreCultura.org
👉 Projeto Pintando o Bem
👉 PNAB Campina Grande
Esses portais mantêm ativa a galeria virtual e os registros da Favela no Metaverso, permitindo que novas pessoas acessem o conteúdo e se inspirem com as histórias da periferia conectada.
Assim, o projeto segue transformando memória em dimensão, unindo passado, presente e futuro da cultura popular.



