O Coletivo Sobrecultura realizou, no último dia 25, uma oficina voltada ao uso de inteligência artificial aplicada à criação artística e à formação cultural, no município de Abreu e Lima, em Pernambuco. A atividade integrou um conjunto de ações independentes voltadas à democratização do acesso à tecnologia em territórios periféricos.
A oficina reuniu participantes em um ambiente colaborativo, onde foram discutidos conceitos como inteligência, automação criativa e os impactos das IA generativas no campo cultural. Além da abordagem teórica, os presentes participaram de experimentações práticas com ferramentas digitais, incluindo interações com assistentes automatizados.
Segundo a organização, a proposta foi provocar reflexão crítica sobre o uso dessas tecnologias, muitas vezes restritas a contextos técnicos ou corporativos, e aproximá-las de práticas culturais locais. “A ideia é tirar a inteligência artificial do lugar de espetáculo e trazer para o cotidiano das pessoas”, aponta a mediação da atividade.
A metodologia adotada incluiu roda de conversa, demonstrações ao vivo e uma dinâmica coletiva, em que os participantes construíram comandos criativos para interação com sistemas de linguagem. O resultado foi a produção de conteúdos experimentais, reunindo texto e imagem como registro da experiência.
A iniciativa dialoga com princípios dos Pontos de Cultura, ao incentivar autonomia, formação crítica e circulação de saberes dentro do próprio território. Em contextos como o de Abreu e Lima, ações desse tipo ampliam o acesso a ferramentas emergentes e fortalecem redes culturais independentes.
O Coletivo Sobrecultura atua na interseção entre cultura, tecnologia e educação, desenvolvendo atividades que buscam ampliar o repertório técnico e crítico de agentes culturais fora dos grandes centros.



